Para tirar de seus ombros a responsabilidade dos fracassos da educação paulista, o governo do estado realizou uma prova para contratação de professores temporários e uma prova por mérito para os efetivos, alcançarem o aumento. Essa medida tomada pela gestão tucana, liderada pelo governador José Serra e seu Secretário Paulo Renato de Souza, objetiva mascarar o seu descaso com o sistema educacional da rede pública de São Paulo. Os professores temporários não aprovados realizarão em 2010 uma jornada de 12 horas em atividades extraclasse. Os professores efetivos que não alcançarem a nota mínima estipulada pela Secretária de Estado da Educação não receberão aumento.
O grande problema deste projeto é como se pode avaliar o corpo docente da rede pública, se não há investimento na formação de seus profissionais. E com isso surge o seguinte discurso dos tucanos e demos: “os professores não foram aprovados e não conseguiram aumento porque, estes não se esforçaram, não fizeram por merecer” e o mais assustador é a população comprando essa idéia, “a culpa é dos professores um bando de vagabundo, que só quer vida boa, não estuda”. Os culpados são os professores? Por que o governo estadual, não investe na formação destes profissionais? Por que o nosso secretário Paulo Renato, não fala de suas reformas no sistema educacional, quando era ministro do FHC, causando toda essa barbárie? Todos estes problemas têm sua gênese, quando o então ministro da educação Paulo Renato, permitiu mudanças no ensino superior brasileiro responsáveis, pelo surgimento destas licenciaturas curtas oferecidas por instituições privadas. Outro fator agravante é o número reduzido de vagas nas universidades públicas. A sua intenção era favorecer quem? os proprietários das instituições privadas? Ou formar profissionais capacitados para atuar na rede pública? Será que estes profissionais formados em instituições privadas, receberam uma boa formação? Estes questionamentos são importantes, para a compreensão das reais causas do caos na educação do estado mais rico da federação. O nosso governador, com apoio da Veja, do Estadão e a Folha evita responder estas perguntas, porque sabe que todas estas ações tem a intenção de prejudicar a rede pública e mercantilizar o ensino. O mais importante para eles é aumentar os lucros com ensino superior de qualidade questionável. E aí é muito mais conveniente jogar a opinião pública contra os professores.
E agora o que os professores e a comunidade devem fazer? Diante de tantos ataques deste governo que, não tem nenhum compromisso com a sua população, deixando os habitantes do Jardim Pantanal ilhados durante dias. Fazendo contratos com a Wizard e Editora Abril sem licitação e a segunda alvo de investigação do Ministério Público. Para quem as suas políticas estão voltadas? Essa turma deve governar o país? Ou se busca uma alternativa, ou então tudo que está acontecendo em São Paulo vai se alastrar pelo resto do país. E a culpa é dos professores.
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Saiu no Globo Online
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Do site Conversa Afiada
O Conversa Afiada publica comentário do amigo navegante Edvaldo Alves:
Leia também no Estadão: Kassab não aplicou R$ 353 milhões em prevenção de enchente
E no UOL: já choveu mais em São Paulo e a desgraça foi menor
Enviado em 09/12/2009 às 1:15
Olá PHA,
Algumas reflexões sobre as enchentes de São Paulo :
1. Os tucanos são uns caras de pau irresponsáveis. Assim como FHC sucateou o Brasil Serra vai sucateando São Paulo, e São Paulo nem sente. O PSDB no seu jeito único, e destrutivo, de governar adotam políticas sem nenhuma reflexão com nenhum compromisso com o presente ou futuro da população.
2. O governo de São Paulo não lê sua própria literatura.
Eis uma reportagem na revista pesquisa FAPESP (RPF) sobre as enchentes publicada em 2004, com estratégias para combates a enchentes. Faço esse texto baseada nela:
http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=2560&bd=1&pg=1&lg
Enchentes: as águas encontram saídas
“…algumas experiências recentes indicam que as enchentes não são necessariamente fenômenos inevitáveis como um terremoto…” (RPF)
3. A pedra que já foi cantada. O desmatamento às margens do Tietê.
“Reflexo do desmatamento e da construção de avenidas, casas e indústrias nas planícies às margens dos rios, por onde o excesso de água das chuvas se infiltraria naturalmente, as enchentes são um tormento nacional…Quando o solo está coberto por asfalto e concreto, o volume de água das chuvas em circulação aumenta em até sete vezes em relação ao solo descoberto… procura-se agora recuperar áreas verdes, criando hortas ou restaurando praças, e assim reduzir a impermeabilização do solo, um dos agravantes das enchentes…” (RPF)
O Serra seria um cínico dissumulado?http://www.youtube.com/watch?v=8QeMkvbx8T0&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=xE8TQkmoweg&feature=related
4. A industria da enchente. Cresci ouvindo falar da indústria da seca do nordeste. Um rebanho de políticos inescrupulosos ganhando dinheiro com a miséria do povo.
4a).Quem ganha com a canalização do tietê? Empreiteiras?
“Enquanto os países ricos verificaram que os custos de canalização e de condutos eram muito altos e abandonaram esse tipo de solução há 30 anos, países pobres adotam sistematicamente essas medidas….”( RPF)
“… os custos para controle das enchentes na capital gaúcha por meio de canais chegam a R$ 1,4 bilhão, enquanto com medidas sustentáveis – piscinões, trincheiras, áreas de infiltração e pavimentos permeáveis – seriam de R$ 221 milhões… em paralelo ao esforço de oferecer espaços para a água se infiltrar, a freqüência dos alagamentos levou a uma revisão conceitual: já não se pensa mais que somente a construção de grandes reservatórios de retenção temporária de água, os piscinões, e a canalização de rios vão acabar com o suplício dos finais e começos de ano…” (RPF)
4b) Os comerciantes?
“…Sem ter onde se infiltrar, a água segue rapidamente para os terrenos mais baixos, ocupados em geral pelos moradores mais pobres, as habituais vítimas das inundações…a cada ano os moradores da baixada ficavam mais pobres, porque tinham de gastar a pequena poupança do ano para repor, ainda que parcialmente, os prejuízos causados pelas inundações…” (RPF)
Já parou para pensar que ganha por isso? Dantas mostra que a Elite é perversa.
4c) 200 milhões por ano? Lembrar que essa publicação é de 2004? Quem paga e quem ganha com isso?
“… O antigo paradigma começou a afundar diante de seus próprios limites. Vinte anos atrás, por mais que se canalizassem córregos e rios, não havia como evitar as enchentes da região central da cidade de São Paulo, a maior cidade do país, cuja prefeitura gasta cerca de R$ 200 milhões por ano para amenizar o impacto das enchentes. Naquela época, os engenheiros não encontraram outra saída a não ser construir um reservatório gigantesco para segurar as águas das chuvas – e assim nasceu o piscinão do Pacaembu, o primeiro do país, inaugurado em 1995..”( RPF)
Alguns estão enriquecendo da incompetência, ou da maldade dos governantes.
As soluções tucanas são de 20 anos atrás de uma época em que banda larga era um sonho, emissões de CO2 não era um tema obrigatório, quando o estado mínimo era solução, e que se podia culpar Deus e a natureza pela desgraça que o Estado causa na sua vida.
5) Soluções? Uma das soluções que o Poste NunKa Sabe está nas leis.
“… o Código Florestal, de 1965, segundo o qual deve ser deixada intocada uma faixa de 30 metros nas margens dos rios e de 50 metros nas bordas das nascentes; e a Lei de Parcelamento (ou LeiLehmann), de 1979, que estabelece as áreas das cidades a serem ou não ocupadas… ” ( RPF)
“..Mas, por mais que se protejam, as cidades sempre estarão vulneráveis aos efeitos das chuvas intensas. “Em algum momento, qualquer barreira será superada, porque as chuvas sempre podem ser mais intensas do que as consideradas nos projetos de engenharia”, diz Bernardes… “Boa parte dos problemas atuais”, acrescenta o engenheiro civil Ricardo Bernardes, da Universidade de Brasília (UnB), “deve-se à visão distorcida de que as obras resolveriam tudo…” ( RPF)
Em tempo: O Conversa Afiada reproduz o comentário do amigo navegante Nelson:
Enviado em 09/12/2009 às 1:29
PHA, veja a inauguração do Piscinão da Anhanguera…lendo atentamente no site do governo do Estado você um tremendo furo de verba ……dos 750 milhõs previstos pelo orçamento em 3 anos, …este pisciinão ( acho que foi um dos poucos inaugurados…vou conferir quantos ) custou 10 milhões ( sem contar o cx 2 ) cadê os outros 740 milhões ???????? veja : http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=206361 que patético !!!! ele diz que vai acabar com o problema das enchentes …..onde estamos mesmo??? Ah na CHUIIIIIIIIIIIIIIÇA
Em tempo 2: na edição das 10 horas desta quarta-feira a Globo News incorporou o preconceito dos tucanos contra os pobres. A culpa do alagão é dos moradores de São Paulo que jogam lixos nos rios. Ou seja, os migrantes são os culpados pelo péssimo ensino público de São Paulo e agora as pessoas é que causam o alagão do Zé Pedágio. Ele deve ter razão: no Morumbi não tem alagão.
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Do site Revista Educação
Diagnóstico Precário
Pelo menos um em cada cinco professores brasileiros é contratado em caráter temporário. Mais: há estados, como Mato Grosso, em que 95% dos docentes estão nesta situação. Um levantamento realizado pela reportagem da revista Educação junto às secretarias estaduais revelou, além do número expressivo, a falta de clareza sobre os dados efetivos de temporários no país. Isso porque a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) fez, em março, o mesmo mapeamento, levando em consideração informações fornecidas por sindicados filiados à instituição. Apesar de o universo considerado ser o total de professores das redes de ensino estaduais, aposentados inclusos, há discrepância enorme entre os números. É o caso, por exemplo, do Estado do Maranhão. A CNTE diz que há 25 mil professores temporários de um total de 98 mil docentes. Mas, segundo a secretaria estadual, o número é outro: são 8.681 temporários de 36.969 docentes.
“É uma contabilidade difícil de ser feita”, reconhece o secretário de Educação de Taboão da Serra e presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), César Callegari. Ele explica que os temporários existem porque não há como abrir concurso para novos professores, sendo que os efetivos estão afastados por licença médica ou gravidez, por exemplo. “O que eu vou fazer quando a professora afastada voltar da licença-maternidade?”, questiona. Vanessa Guimarães Pinto, secretaria estadual de Educação de Minas Gerais, concorda com Callegari. Dos 166.462 mil docentes do estado, 26.732 são temporários, segundo a secretaria. Destes, 13 mil estão afastados por licença médica ou aguardam o tempo necessário para se aposentar (período que varia entre 6 e 8 meses). “Apesar de afastados, são professores ativos. Não posso liberar essas vagas”, explica Vanessa. O restante dos temporários é contratado para lecionar as novas disciplinas obrigatórias, como sociologia e filosofia, no caso do ensino médio. “Os temporários vão ser sempre necessários porque o país nunca terá professores suficientes nessas disciplinas”, afirma.
Nas regiões mais remotas de Minas Gerais, em que há carência de professores licenciados, também há engenheiros, farmacêuticos e pedagogos lecionando em sala de aula. Vanessa considera a opção pelos temporários como uma economia para o estado. Na capital, Belo Horizonte, há três professores para duas vagas – assim, há sempre uma pessoa excedente na equipe. A secretária estadual considera que o formato adotado por Belo Horizonte representaria uma despesa a mais para o Estado. Mas, ao mesmo tempo, diz que sua pasta não economiza com os temporários, já que o processo de treinamento e capacitação desses profissionais é constante.
O estado que concentra o maior número de temporários em relação aos efetivos é o Mato Grosso: são 10.700 para 11.200 do total de docentes, segundo a própria secretaria. Os dados do CNTE são outros: 5 mil temporários em um total de 26 mil professores. Para explicar os próprios números, o secretário de Educação Ságuas Moraes diz que há municípios em que só há uma escola. Como a carga horária máxima de um professor no estado é de 30 horas/aula semanais, quando a escola precisa de mais horas, chamam-se os temporários. “Uma escola que necessita, para todas as suas turmas, de 70 horas de história, tem de contratar um temporário para pegar as 10 horas restantes”, diz. Cerca de 6 mil professores exercem essa função no estado. O restante cobre licenças médicas e afastamentos por aposentadoria. Ságuas diz que há caso de professores que trabalham na divisa entre Mato Grosso e Goiás, e que lecionam 15h semanais em uma escola, em um estado, e 15h semanais em outra, no outro. “Gostaríamos de realizar outro concurso, mas levantar o número de vagas livres é difícil”, diz.
Precariedade
D.T.B. é uma professora da rede estadual de São Paulo que lecionava, até o final do ano passado, na cidade litorânea de Santos. Desde dezembro, ela não é chamada por nenhuma escola para dar aulas como eventual. O desânimo é tanto que desistiu de esperar por aulas em Santos, onde morava: já se inscreveu em escolas no bairro de Interlagos, zona sul de São Paulo, esperando pela falta não programada de docentes. Em São Paulo, há temporários de dois tipos: os Ocupantes de Função Atividade (OFA) e os eventuais. Os OFAs já começam o ano letivo com aulas atribuídas, pois substituem aqueles professores com licenças programadas. O salário de um OFA é, segundo a secretaria de educação, o mesmo de um efetivo: R$ 1.819,63 para 40 horas semanais. O problema, segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), é que, na prática, tanto o efetivo como o OFA não cumprem essa carga horária. A jornada básica de trabalho de um professor é 30h – o período cai para 24h no início de carreira. Ainda de acordo com a Apeoesp, quem trabalha 40h são os diretores, supervisores, vice-diretores e coordenadores.
O caso dos eventuais é mais complicado. Eles podem se inscrever diretamente nas escolas para receber atribuição de aulas, como D.T.B. fez no início de março, ou serem chamados diretamente pela rede de ensino. Um professor eventual de Educação Básica 1 ganha, de acordo com a Apeoesp, R$ 6,50 hora/aula. Já o eventual de Educação Básica 2 recebe R$ 7,60 hora/aula. Esse tipo de vinculação dos docentes às secretarias estaduais – os eventuais aparecem em outros estados brasileiros – cria problemas sérios em sala de aula. D.T.B. relata que, além da falta de vínculo com os alunos, resultante da alta rotatividade da função, o desrespeito acaba aparecendo entre os próprios estudantes. “Eles dizem: ‘vou te respeitar por quê? Você não é minha professora, é só uma substituta’”, lembra.
“O aluno percebe que esse professor é um tapa-buracos”, afirma José Marcelino Rezende Pinto, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto. Ele identifica um movimento interessante no estado. As escolas de bairros mais ricos têm um número maior de professores efetivos. Já as periféricas têm mais temporários. “É como um vestibular: os que saem em primeiro lugar vão para medicina. Os temporários, em especial os eventuais, pegam essas aulas porque elas somam pontos. O sistema dá preferência a quem tem mais tempo dando aulas”, diz. Um perfil
Há estados brasileiros que exigem, como critério para seleção dos temporários, o tempo de serviço. Por isso, Marcelino Rezende afirma que eles desejam somar pontos: quanto maior o tempo de serviço, maiores as chances de o professor ser chamado. Além de São Paulo, Minas Gerais é um desses estados. Lá, além do tempo de serviço, conta também a titulação. O problema é que ela varia de acordo com a realidade local: se todos os inscritos só tiverem ensino médio, essa será a titulação máxima. No Acre, estado em que os números da CNTE diferem do levantamento da secretaria estadual – 9% e 28% de temporários, respectivamente -, os critérios para seleção são, além do diploma em ensino superior, a participação em processo seletivo, com entrevista e análise de currículo. Um professor temporário ganha, naquele estado, R$ 1.256, para 25 horas/aula semanais (R$ 12,56 por hora). Remuneração bem diferente tem o professor temporário de Pernambuco. Ali, para uma carga horária de 200 horas/aula mensais, o salário é de R$ 824,00 (R$ 4,12 por hora). Esses docentes devem ter licenciatura plena para atuar em projetos especiais, como os de redução da defasagem idade/série. A seleção acontece por meio de análise de currículo, comprovação de experiência em sala de aula e existência de cursos de especialização.
No Maranhão, o salário é igualmente inferior: um temporário com nível superior recebe R$ 693,11; com 50% do curso de licenciatura completo, o salário é R$ 517,21; o nível médio corresponde a R$ 465,00. A secretaria estadual local não especificou a carga horária relacionada a cada faixa salarial. Para dimensionar quão variado é o cenário nesse quesito, no Distrito Federal um professor temporário que leciona no segundo ciclo do fundamental recebe R$ 15,54 a hora/aula, podendo receber até R$ 2.802.90 se trabalhar 40 horas por semana. Na capital, o candidato passa por um processo de seleção, com uma prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, e avaliação de títulos e de experiência profissional.
Foi exatamente a instituição de uma prova seletiva o fator que causou o recente impasse entre a Apeoesp e a secretaria estadual de São Paulo – após o anúncio de que os temporários deveriam participar de uma prova, que avaliaria os conhecimentos nas áreas pleiteadas. Os candidatos com a melhor classificação usariam a nota como um dos critérios para atribuição de aulas em 2009. A Apeoesp moveu uma ação civil pública contra o Estado, alegando irregularidades na avaliação: algumas diretorias de ensino teriam vazado o gabarito da prova. A juíza Maria Gabriela Pavlópoulos Spaolonzi, da 13ª Vara Cível, determinou, então, a suspensão da prova, por considerar que ela desprestigiava os professores mais antigos, especializados nas disciplinas que lecionam. “São Paulo é uma incógnita e um exemplo que o país não deve seguir. Principalmente por algo que vem sendo questionado agora. Há professores que atuam há 25 anos como temporários”, alega Denílson Costa, secretário-geral da CNTE e responsável pelo levantamento dos números dos temporários no país.
Ele identifica situações que explicitam a marginalização desses profissionais: há professores no Brasil que não recebem a hora de trabalho pedagógico coletivo, mais conhecida por HTPC. É o caso do Mato Grosso, que paga R$ 1.450 para os temporários, teoricamente o mesmo salário dos efetivos. A diferença é clara e assumida pelo secretário Ságuas: os efetivos trabalham 30h, mas ganham 10h de HTPC. Os temporários trabalham as 30h corridas. “O temporário trabalha direto, em sala de aula, 10 horas a mais que o efetivo, tendo que arcar com o tempo em que realiza os trabalhos da HTPC”, aponta Gilmar Soares Ferreira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso. Outro problema identificado em relação aos temporários é que não há planos de carreira. A cada final de ano, são demitidos para serem recontratados no início do próximo. No caso dos eventuais, não há qualquer tipo de planejamento: apenas cobrem faltas e são dispensados. Um professor que cobre licenças de qualquer tipo de um efetivo em Minas Gerais e ganha R$ 850 mensais por 24 horas de trabalho semanais não pode, portanto, mudar de nível em sua carreira.
Para Marcelino Rezende, da USP, os temporários simbolizam uma tradição ruim do sistema educacional brasileiro, já que são mantidos pelo governo em uma situação de instabilidade que aparentemente não tem fim. Gilmar, do sindicato mato-grossense, lembra que quem perde é a escola, porque não pode contar com um conjunto de profissionais efetivos com disponibilidade para trabalhar o projeto político-pedagógico da instituição. Mas é dela que poderia partir a solução para acabar com esse quadro. É o que sugere a professora de Política e Organização da Educação Básica na Unifesp, Maria Angélica Minhoto. Para ela, os governos estaduais devem descentralizar o processo e dar autonomia às escolas para que elas estabeleçam de quantos professores precisam. “O candidato prestaria concurso para ser professor do estado de uma determinada escola. O vínculo seria dado nesse momento. O próprio sistema exige a existência dos temporários. Eles não seriam forasteiros se pudessem ficar”, diz.
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Do site Brasíla Confidencial
Sindicato acusa Serra de privatizar SABESP “aos pedaços”
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já possui mais trabalhadores terceirizados do que efetivos. Como consequência, área importantes como as de manutenção de rede, cortes de abastecimento, leitura de hidrômetros e até o programa de caça-fraudes já estão nas mãos de terceiros, denuncia o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema). Segundo o presidente da entidade, Rene Vicente dos Santos, o governador José Serra (SP) está submetendo a Sabesp a um processo de privatização “aos pedaços”.
“Hoje a companhia tem aproximadamente 18.000 trabalhadores terceirizados, enquanto os efetivos são 16.000. É uma forma de precarizar as relações de trabalho entregando parte das operações da companhia para empreiteiras”.
Na avaliação do Sintaema, a ampla terceirização da mão-de-obra e de áreas de serviços essencias da Sabesp vem comprometendo a qualidade do atendimento ao público – 26 milhões de paulistas a quem a empresa tem que garantir abastecimento de água, mais o serviço de coleta e tratamento de esgoto.
As empresas terceirizadas não cumprem contrato, deixam obras pela metade, não possuem o mesmo compromisso que com a Sabesp um funcionário com tempo de casa, que hoje só é chamado quando dá problema”, afirma o dirigente sindical.
Neste momento, os trabalhadores mais antigos da empresa estão assombrados pelo risco de perder o emprego. Desde o início do ano para cá, cerca de 1.600 funcionários foram demitidos.
“Em fevereiro, a empresa queria demitir 500 funcionários aposentados que estão na ativa. Entramos na Justiça com uma liminar e conseguimos suspender as demissões. Só que no último dia 27, a companhia conseguiu cassar nossa liminar e estas demissões estão ocorrendo agora. É uma situação muito difícil para quem dedicou uma vida inteira para a empresa”, reclama Rene dos Santos.
Até 2011, segundo o sindicato, o programa de demissões pretende atingir 2.250 trabalhadores aposentados que estão na ativa.
“Com a saída de funcionários com história na empresa, muitas áreas da Sabesp não estão funcionando como deveriam”, denuncia Rene. Ele afirma que alguns setores estão sucateados, com casas de máquinas de pólos de manutenção em situação crítica; que a Sabasp está acumulando equipamentos comprados e abandonados; e que até veículos locados pela companhia estão parados, sem qualquer uso.
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do site www.correiocidadania.com.br
Revolução?
Pelo andar da carruagem, parece que a campanha de 2010 voltará a assistir baixarias da pior espécie. Talvez a utilização do caso Lurian-Mirian Cordeiro, em 1989, se torne brincadeira infantil diante do tipo de acusação assacada por Folha de São Paulo-César Benjamin contra Lula. Sem bandeira, a direita parece disposta a ultrapassar todos os limites, na mesma suposição de Goebbels de que uma mentira, repetida mil vezes, se transforme em verdade.
Enquanto uma parte da esquerda flerta com essa aventura de viés fascista, outra amacia a crítica ao período FHC, caracterizando-o como revolução silenciosa. Para compreender o caráter do que chama de nova revolução silenciosa do governo Lula, essa parte da esquerda considera essencial entender os anos dourados do neoliberalismo, que tiveram por base as políticas de liberalização, privatização e desregulação, propugnadas pelo Consenso de Washington e aplicadas pelo FMI e Banco Mundial. Segundo ela, para combater a crise de recessão e desemprego, que se espraiara pelo mundo nos anos 1980.
Ainda segundo essa análise, a revolução silenciosa de FHC, cujo maior mote foi “o Estado é mau gestor” e “o Mercado tudo resolve”, teve como eixos as reformas estruturais nas contas públicas, impondo a disciplina fiscal, no comércio externo, abrindo o mercado doméstico aos produtos e investimentos estrangeiros no Estado, retirando-o das atividades econômicas através das privatizações, e também na desregulação trabalhista, através da flexibilização das leis do trabalho.
Para início de conversa, cabe o reparo sobre as razões do Consenso de Washington. Ele não foi costurado para combater a crise de recessão e desemprego, mas para elevar a taxa média de lucro das corporações transnacionais, mesmo que isto aprofundasse a recessão e o desemprego nas economias nacionais. As políticas de liberalização, privatização e desregulação, aplicadas com denodo por FHC, tinham esse caráter preciso.
É verdade que, como todo contra-revolucionário, FHC procurou chamar sua agenda neoliberal de revolução silenciosa. Se os golpistas de 1964 chamaram sua contra-revolução de revolução redentora, por que FHC não teria o direito de fazer o mesmo? No entanto, quando uma parte da esquerda aceita chamar uma contra-revolução de revolução, isso apenas pode significar que ela não leva a sério o conteúdo desses conceitos.
Em relação à era FHC, José Luiz Fiori tinha razão em dizer que houve “uma imensa recomposição patrimonial da riqueza brasileira, (…) movida por uma transferência gigantesca de riqueza ou privatização de riqueza”. Francisco de Oliveira também estava certo ao afirmar que se assistiu à criação de “uma nova burguesia no país” e que “o governo perdeu boa parte da capacidade que tinha de distribuir favores no Estado entre seus aliados”. Portanto, o que a contra-revolução de FHC realizou foi uma brutal reorganização do capitalismo brasileiro, reduzindo a participação do capital estatal na economia.
Para o tucanato, o tripé que sustentava o capitalismo desde a era Vargas (capital estatal, capital privado nacional e capital privado estrangeiro), deveria tornar-se um bipé com elefantíase, tendo o capital estrangeiro como principal. Ao Estado caberia apenas o papel de facilitador da relocalização empresarial, ao mesmo tempo em que fingia ser regulador e compensador dos desequilíbrios sociais. Nessas condições, supor que os tucanos apoiavam as políticas neoliberais por acreditarem que esta seria a condição necessária para o crescimento econômico e a inserção competitiva no mercado internacional é o mesmo que acreditar em fadas.
Os tucanos e seus associados, do mesmo modo que todos os segmentos sociais e políticos que, em qualquer época, apoiaram a colonização de seu país por invasores estrangeiros, na verdade acreditavam que o neoliberalismo era a salvação de seu grupo particular. Muitos membros desse grupo se transformaram em parte daquela nova burguesia, resultante da recomposição patrimonial da riqueza. Confundir interesses particulares com interesses nacionais é erro primário.
Na era FHC o problema não foi somente que o Estado tenha deixado de ser o principal indutor da economia e delegado este papel para o mercado. Ou que ele tenha desregulado, quebrado monopólios, vendido empresas estatais e tentado desmontar a CLT. Ou, ainda, que o país tenha se tornado “o paraíso para investimentos internacionais” e que os movimentos sociais tenham passado a ser criminalizados e desqualificados como forças reacionárias contrárias à modernização.
Esse tipo de lista genérica esconde o conteúdo de cada um desses atos. Na verdade, ocorreu uma tentativa criminosa de quebrar o Estado e transformá-lo no principal freio ao desenvolvimento econômico. Ele quebrou somente monopólios estatais, enquanto estimulava a monopolização e a oligopolização privada. A pretensa venda de empresas estatais foi, em geral, uma transferência nebulosa de ativos públicos para o setor privado estrangeiro e nacional, quase no estilo mafioso russo. E os investimentos estrangeiros vieram apenas para lucrar nesses negócios escusos e no cassino das bolsas de valores, ou para fechar indústrias concorrentes.
Nessas condições, os anos FHC não foram uma década perdida para seus autores, nem um fracasso para a inserção subordinada do país na economia internacional. Eles conseguiram legar às gerações futuras uma herança contra-revolucionária extremamente complexa, com um Estado quase desmontado, incapaz de planejar e projetar, e com visões econômicas ainda fortes, para as quais políticas industriais estão fora de moda, crescimento e consumo sempre geram inflação e elevar a renda dos pobres é populismo.
Essa caminhada só foi momentaneamente paralisada porque os resultados de seu programa de governo introduziram uma cunha profunda na massa da burguesia, ao beneficiarem somente a um pequeno setor dessa classe, e porque os movimentos populares souberam aproveitar-se das contradições no meio da burguesia para derrotar eleitoralmente aquele setor.
Assim, a rigor, ao invés de revolução silenciosa de FHC, o que ocorreu foi uma contra-revolução inacabada. E, no caso da vitória de Lula, ela foi, no máximo, uma revolução cultural, o que já é muito para um país em que a hegemonia ideológica e política das classes dominantes ainda é avassaladora.
Wladimir Pomar
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Do blog Brasília eu vi
Adeus, Fernando Henrique Cardoso
Fernando Henrique Cardoso foi um presidente da República limítrofe, transformado, quase sem luta, em uma marionete das elites mais violentas e atrasadas do país. Era uma vistosa autoridade entronizada no Palácio do Planalto, cheia de diplomas e títulos honoris causa, mas condenada a ser puxada nos arreios por Antonio Carlos Magalhães e aquela sua entourage sinistra, cruel e sorridente, colocada, bem colocada, nas engrenagens do Estado. Eleito nas asas do Plano Real – idealizado, elaborado e colocado em prática pelo presidente Itamar Franco –, FHC notabilizou-se, no fim das contas, por ter sido co-partícipe do desmonte aleatório e irrecuperável desse mesmo Estado brasileiro, ao qual tratou com desprezo intelectual, para não dizer vilania, a julgá-lo um empecilho aos planos da Nova Ordem, expedida pelos americanos, os patrões de sempre.
Em nome de uma política nebulosa emanada do chamado Consenso de Washington, mas genericamente classificada, simplesmente, de “privatização”, Fernando Henrique promoveu uma ocupação privada no Estado, a tirar do estômago do doente o alimento que ainda lhe restava, em nome de uma eficiência a ser distribuída em enormes lucros, aos quais, por motivos óbvios, o eleitor nunca tem acesso.
Das eleições de 1994 surgiu esse esboço de FHC que ainda vemos no noticiário, um antípoda do mítico “príncipe dos sociólogos” brotado de um ninho de oposição que prometia, para o futuro do Brasil, a voz de um homem formado na adversidade do AI-5 e de outras coturnadas de então. Sobrou-nos, porém, o homem que escolheu o PFL na hora de governar, sigla a quem recorreu, no velho estilo de república de bananas, para controlar a agenda do Congresso Nacional, ora com ACM, no Senado, ora com Luís Eduardo Magalhães, o filho do coronel, na Câmara dos Deputados. Dessa tristeza política resultou um processo de reeleição açodado e oportunista, gerido na bacia das almas dos votos comprados e sustentado numa fraude cambial que resultou na falência do País e no retorno humilhante ao patíbulo do FMI.
Isso tudo já seria um legado e tanto, mas FHC ainda nos fez o favor de, antes de ir embora, designar Gilmar Mendes para o Supremo Tribunal Federal, o que, nas atuais circunstâncias, dispensa qualquer comentário.
Em 1994, rodei uns bons rincões do Brasil atrás do candidato Fernando Henrique, como repórter do Jornal do Brasil. Lembro de ver FHC inaugurando uma bica (isso mesmo, uma bica!) de água em Canudos, na Bahia, ao lado de ACM, por quem tinha os braços levantados para o alto, a saudar a miséria, literalmente, pelas mãos daquele que se sagrou como mestre em perpetuá-la. Numa tarde sufocante, durante uma visita ao sertão pernambucano, ouvi FHC contar a uma platéia de camponeses, que, por causa da ditadura militar, havia sido expulso da USP e, assim, perdido a cátedra. Falou isso para um grupo de agricultores pobres, ignorantes e estupefatos, empurrados pelas lideranças pefelistas locais a um galpão a servir de tribuna ao grande sociólogo do Plano Real. Uns riram, outros se entreolharam, eu gargalhei: “perder a cátedra”, naquele momento, diante daquela gente simples, soou como uma espécie de abuso sexual recorrente nas cadeias brasileiras. Mas FHC não falava para aquela gente, mas para quem se supunha dono dela.
Hoje, FHC virou uma espécie de ressentido profissional, a destilar o fel da inveja que tem do presidente Lula, já sem nenhum pudor, em entrevistas e artigos de jornal, justamente onde ainda encontra gente disposta a lhe dar espaço e ouvidos. Como em 1998, às vésperas da reeleição, quando foi flagrado em um grampo ilegal feito nos telefones do BNDES. Empavonado, comentava, em tom de galhofa, com o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, das Comunicações, da subserviência da mídia que o apoiava acriticamente, em meio a turbilhão de escândalos que se ensaiava durante as privatizações de então:
Mendonça de Barros – A imprensa está muito favorável com editoriais.
FHC – Está demais, né? Estão exagerando, até!
A mesma mídia, capitaneada por um colunismo de viúvas, continua favorável a FHC. Exagerando, até. A diferença é que essa mesma mídia – e, em certos casos, os mesmos colunistas – não tem mais relevância alguma.
Resta-nos este enredo de ópera-bufa no qual, no fim do último ato, o príncipe caído reconhece a existência do filho bastardo, 18 anos depois de tê-lo mandado ao desterro, no bucho da mãe, com a ajuda e a cumplicidade de uma emissora de tevê concessionária do Estado – de quem, portanto, passou dois mandatos presidenciais como refém e serviçal.
Agora, às portas do esquecimento, escondido no quarto dos fundos pelos tucanos, como um parente esclerosado de quem a família passou do orgulho à vergonha, FHC decidiu recorrer à maconha.
A meu ver, um pouco tarde demais.
Leandro Fortes
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por Luiz Carlos Azenha
A partidarização da mídia brasileira vai além do desapego à verdade factual. Temos jornalistas que, em nome de contemplar “os dois lados”, simplesmente se deixam usar para fazer propaganda política.
O caso envolvendo Lina Vieira é apenas a demonstração mais recente disso. A ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, usou uma entrevista à Folha de S. Paulo para propagar a versão de um encontro com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O ônus da prova cabia a ela, Lina. Ao depor no Congresso, Lina Vieira não forneceu provas factuais ou testemunhais sobre o que disse na entrevista.
Ou seja, a mídia transformou um factóide em um fato. Fez isso em nome dos partidos de oposição, numa clara estratégia para avançar os interesses partidários.
O factóide ganhou novo fôlego com o surgimento repentino da agenda de Lina Vieira. O encontro, segundo anotação na agenda, teria sido no dia 9 de outubro de 2008 (essa é, pelo menos, a versão da revista Veja). Não é a data anunciada anteriormente por Lina Vieira a senadores da oposição.
Quem é que fez a acusação sem apresentar provas, que se “esqueceu” da agenda e que aparentemente mudou de versão? Lina Vieira. A mídia, no entanto, continua assumindo como verdadeiras as declarações dela. Continua fazendo claramente o jogo dos partidos de oposição.
O fato é que não há novidade no encontro entre Dilma e Lina no dia 9 de outubro. O encontro, um de muitos entre as duas, havia sido admitido anteriormente no depoimento oficial de Lina ao Congresso.
Está lá, no questionamento feito a Lina pelo senador Aloizio Mercadante.
http://www.youtube.com/watch?v=iCy_Z8mvxhw&feature=player_embedded
Lina diz claramente que naquele encontro tratou com Dilma de um fórum de empresários realizado em São Paulo.
Mas a mídia faz de conta que não viu.
Olhem só esse texto da Folha Online:
19/10/2009 – 15h00
Após aparecimento de agenda, oposição vai convidar Lina para falar de encontro com Dilma
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Atualizado às 15h13.
A oposição vai protocolar esta semana na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado requerimento com o convite para que a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira preste depoimento à comissão.
Os oposicionistas querem que a ex-secretária confirme se achou a agenda em que teria anotado o dia em que diz ter se encontrado com a ministra Dilma Rousseff –no qual a ministra teria pedido para a Receita agilizar investigações sobre familiares do senador José Sarney (PMDB-AP).
“Estamos tentado fazer com que a maioria aceite que ela venha como convidada, a fim de que possam confrontá-la e estabelecer o contraditório com o que ela possa dizer agora de posse da sua agenda”, disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
Na opinião do tucano, a ministra mentiu ao negar ter se encontrado com a ex-secretária para pedir o fim das investigações sobre familiares de Sarney.
“Está ficando como uma marca registrada do governo a mentira como arma para blindagem da sua popularidade. Não é a primeira vez que isso ocorre envolvendo a ministra Dilma. Mentira é arma utilizada pelo governo para encobertar determinadas irregularidades”, afirmou Dias.
Segundo a oposição, a agenda com anotação do encontro que diz ter tido com a ministra reabre o caso sobre a suposta ação do governo para “agilizar” as investigações sobre a família Sarney.
Na agenda que Lina diz ter encontrado, há menção a uma audiência com Dilma na página de 9 de outubro de 2008. Nessa data, há de fato registro no Planalto da entrada de Lina.
Em 19 de agosto, dez dias depois de ter feito a acusação em entrevista à Folha, Lina depôs no Senado. Ela confirmou sua versão e deu mais detalhes. Tanto a ministra como Lula negaram as acusações e desafiaram a ex-secretária a apresentar provas da data exata do encontro.
*****
“Nessa data, há de fato registro no Planalto da entrada de Lina”, diz a Folha. O que a Folha não diz é que não se trata de novidade. Quando Lina depôs ao Congresso o senador Mercadante mencionou vários encontros de Dilma e Lina, com as devidas datas.
Diz a Folha: “Segundo a ex-secretária, o encontro foi chamado por Dilma e teve um só tema: um pedido para “agilizar” a investigação do fisco nos negócios da família de Sarney, aliado do governo Lula e hoje presidente do Senado.”
Mas a Folha não diz que no encontro de 9 de outubro, conforme descrito pela própria Lina no depoimento ao Senado, ela afirma que tratou com a ministra de um único assunto: um fórum de empresários.
Será que a Folha não assistiu ao depoimento de Lina? Não teve acesso à transcrição?
É inacreditável que o jornal continue bancando um factóide reciclado, sem qualquer compromisso com a verdade factual, sem questionar as múltiplas versões apresentadas por Lina e, acima de tudo, desprezando a inteligência de seus próprios leitores. A Folha se tornou um jornal vergonhoso.
Transcrevo o trecho do depoimento:
Aloizio Mercadante: Quantas audiências a sra. teve com a ministra Dilma Rousseff?
Lina Vieira: Acredito que, em reuniões, particular apenas esta. Em outras reuniões eu acredito no máximo três.
Mercadante: Quanto?
Lina: No máximo três.
Mercadante: No máximo três… Bom, o que eu tenho aqui é no dia 14 de agosto a sra. teve uma audiência, no dia 9 de outubro a sra. teve uma audiência, tratando do Forum dos CEOs que se realizaria no dia 10 de outubro. No dia 22 de janeiro a sra. teve uma audiência com a presença da ministra Dilma. No dia 16 de fevereiro a sra. teve uma audiência com a ministra Dilma, no dia 6 de maio a sra. teve uma audiência com a ministra Dilma, no dia 19 de maio a sra. teve audiência com a ministra Dilma, para citar algumas, é muito mais do que duas ou três. Parece que a memória da sra. não é tão rigorosa quanto as informações que eu tenho.
Lina: Não, não. Pode até constar da agenda, mas eu tive um encontro em São Paulo no dia 9 de outubro, no dia 10, eu viajei no dia 9, para essa reunião de CEOs, foi em São Paulo essa reunião. Depois eu tive um encontro para tratar da… da… do… Minha Casa, Minha Vida.
Mercadante: 22 de janeiro.
Lina: Minha Casa Minha vida, eu não lembro a data, não estou com a minha agenda oficial aqui. E uma outra de construção dessa, nós tivemos duas reuniões aí para construção de que assuntos seriam abordados.
Mercadante: Só essas três?
Lina: Que eu me lembre, assim, no máximo três reuniões.
Fonte: www.viomundo.com.br
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A educação no estado de São Paulo (o mais rico da federação) anda aos frangalhos. O jeito tucano de governar aliada a grande imprensa (O Estadão, Folha de São Paulo, Grupo Abril e a Rede Globo) permitiu que chegasse ao caos que se encontra.
Com a distribuição de materiais e a cartilha aos alunos da rede, há o entendimento de uma preocupação na área educacional. Infelizmente não é o que parece, o que se assiste é um total descaso. Professores sem as mínimas condições de trabalho, coordenadores pedagógicos e diretores pressionados pela secretária da educação, etc. Hoje os professores não têm autonomia alguma, sendo obrigados a seguir a cartilha imposta pelo Sr. Paulo Renato. Qualquer projeto elaborado pelo corpo docente não é levado em consideração, somente aqueles que a “digníssima” Secretaria de Estado e Educação entende que é melhor.
Então, para que serve o professor? Os anos em que estudou? Cadê a liberdade de cátedra? E a realidade de cada unidade escolar? Foi jogada no lixo? Pois bem, hoje o professor se transformou em um operário que segue as instruções de como fazer a máquina funcionar. Verifica-se a total desvalorização deste profissional, sem contar a questão salarial, diga-se de passagem, é vergonhosa.
A distribuição de materiais (não é mais que a obrigação) a entrega de cartilhas, não para esconder o caos da educação paulista? Isso é para se pensar e refletir. Afinal, o que parece é que a escola pública foi planejada para não dar certo.
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